quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Novas Camisetas:

Estas camisetas fazem parte da linha exclusiva Vanguart Kahú Guardians, com estampas desenhadas pelo artista plástico David Magila. 




à venda na loja virtual do Vanguart.


** Conheça mais o trabalho de David Maguila: http://www.davidmagila.com/

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

#CliqueDaHora





O que é que vem depois da queda? Como é que se escapa da prisão de vidro do passado? Onde fica a estrada dos grandes recomeços? O que é que renasce no terceiro dia do amor?

A estrada para essas respostas se desenha entre as faixas de “Muito Mais Que o Amor”, terceiro e aguardado disco do Vanguart. Uma a uma, as canções atravessam paredes, escancaram portas e jogam luz sobre o grande encontro. Duas pessoas que, contra toda a lógica do mundo, enxergam juntas a chance de construir o eterno, o impossível.

Antes de seguir a história, o ouvinte deve se armar dos capítulos anteriores dos diários de viagem do Vanguart. O primeiro registro, de 2007, mostra a comitiva deixando Cuiabá de peito aberto pro mundo; é uma cartilha folk sobre o desejo de viver. O rumo era a cidade de São Paulo, mas o destino era um tesouro escondido no concreto. 

O segundo, de 2011, tem outro rosto e uma voz mais madura: nele se ouve a sofisticação triste daqueles que olharam o amor de perto e nunca mais puderam voltar atrás. É um disco sobre o fim da inocência. O título é como a abertura da carta de um menino ao homem que ele se tornou: “Boa Parte de Mim Vai Embora”.   

Damos um cavalo de pau de volta ao ano selvagem de 2013, tempo de revolução de pensamento, tempo de “Muito Mais Que o Amor”, o registro de estúdio número 3 do Vanguart. 

O terceiro não é a síntese do primeiro e do segundo. O terceiro é algo de além, é o que surge das possibilidades abertas, dos caminhos não seguidos, das grandes esperanças.

A primeira canção se chama “Estive”. O caminhante coça os olhos, arranca os curativos de hospital e parte em marcha nervosa: talvez ainda esteja um pouco cego ou bêbado, mas corta as ruas e os prédios da cidade enquanto se lembra do que passou. Depois da queda, algo de grandioso aconteceu.  

O encontro. Ela, a tão esperada, a improvável, a desejada. Ela, o nome da casa, ela, o bang da luz. Ela chegou.

Ela é “Meu Sol”, aquele que o Vanguart tem seguido desde as terras quentes do Centro-Oeste. Como aquilo que nasce e se esconde todos os dias, assim é o amor da moça, ela que fecha e abre as portas, dona de todas as chaves.

E se o caminhante diz “Eu Sei Onde Você Está”, é porque ela se faz presente e brilha até na hora mais escura. Uma luz traduzida em melodias doces, ascendentes, com gosto de café da manhã.   

Mas a felicidade é também delicada e difícil de carregar. Sobre os ombros há sempre luta, é sempre dia de construir. 

“A Escalada das Montanhas de Mim Mesmo” é um dia de frio no Rio de Janeiro, onde o disco foi gravado. Um momento de dúvida, uma vontade de voltar à infância do sonho, de reencontrar o fantasma da perda: “fui o adeus, e foste o nunca mais...”, canta o caminhante, assombrado.

Mas a hora desse disco não é de gelo e de cama vazia, é de coragem e calor de corpos. Diante do espelho, ele repete “Pelo Amor do Amor”, antes de gritar pra ela: “vem me reconhecer, esse é nosso tempo”. 

A moça talvez não acredite de cara, ela também tem suas lutas, mas ela há de abrir os braços depois de ouvir a dupla de recados-canção mais linda dos últimos tempos.

Um é sofrido, daqueles gritos com piano que só os românticos que choraram com Roberto, Lennon ou Morrissey serão capazes de entender. Chama-se assim: “Pra Onde Eu Devo Ir?” e fala sobre como continuar, de como não perder o chão depois do inevitável tropeço.

A voz do Vanguart, Hélio Flanders, renova a tradição dos grandes cantores para essa geração que quer, que precisa gritar, e faz moer o coração em água. 

Se a banda e seu vocalista têm sido chamados de promessa, é nesse álbum que eles se revelam como presença musical forte e conquistadora: pop estradeiro, cortante, apaixonado e confessional no sentido mais elevado da palavra.

O disco termina com "Olha Pra Mim", uma promessa de que o amor acompanhará a jornada, se houver coragem. "Ama o que te treme as mãos", diz ele, olhando pra ela. É um voto de compromisso, desejo de que o encontro se renove dia após dia, queda após queda_ de sol a sol, uma nova canção.

Se o amor é a maior de todas as coisas, como disse certa vez um homem sábio, “Muito Mais Que o Amor” é música de amar.

Até o fim.

Vivian Whiteman

Via: www.mpbfm.com.br/faro-mpb/Vanguart